28.5.16

É um bálsamo ser pai!



1Bendize, minha alma, a Jeová,
e tudo o que há em mim, bendiga o seu santo nome.
2Bendize, minha alma, a Jeová
e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.
3É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades;
quem sara todas as tuas enfermidades;
4quem da cova redime a tua vida;
que te cerca de benignidade e de ternas misericórdias;
5quem farta de bens a tua boca,
de sorte que a tua mocidade se renova como a águia.
                                                                        Salmo 103:1-5


Oi Julie,


Hoje tivemos um dia memorável. Você já acordou sorrindo, aquele sorriso lindo com a boquinha marcada com leite ressecado. Depois de te trocar e dar a tua comidinha fomos para a sala. Oramos agradecendo a Deus pela vida, pelo sono, pelas dádivas, pela família,... Você está tão esperta que quando esquecia de alguém você me lembrava, “titia”, rsrsrs. Lemos a Bíblia mais uma vez. Como é maravilhoso ler a Bíblia com você! Fico observando suas expressões, fico olhando para as tuas reações; e apesar de você ser ainda bem novinha, peço a Deus que Ele se revele a ti como tem Se revelado a nós!

25.4.16

A revelação de Deus em Emil Brunner (Parte II)

Podemos ou não conhecer Deus?

Essa foi uma pergunta que incomodou muito Brunner, e a partir dela foi formulada toda a sua doutrina da Revelação de Deus. Comentando ela, ele diz:

esta questão não é uma entre muitas outras; porque ela não se refere a uma verdade entre muitas outras verdades. Ela é a questão da qual todas as outras questões se originam. Da qual todos os valores derivam seu valor, todos significados seu conteúdo. É a questão suprema, porque visa o coração de toda a existência, do sentido e destino de toda vida. Ela é a questão primária mesmo para aqueles que não estão cientes dela, porque também inclui seu destino, e o destino de toda ciência e cultura, que talvez pareça mais importante para eles. Pois toda cultura, incluindo ciência, nasceu e ainda origina-se da crença que a existência humana tem um significado. (BRUNNER, 2000, p. 43 e 44)

20.4.16

A revelação de Deus em Emil Brunner (Parte I)


Só poderíamos conhecer bem a Deus, se ele a nós se revelasse. A razão, a consciência e a natureza com suas maravilhas nos afirmam que há um Deus, mas não nos explicam quem ele é. Ele mesmo no-lo diz em sua revelação. (Brunner, 1966, p.12)
  
A Teologia Liberal havia deturpado e diminuído a doutrina da Revelação. Para ela a localização da fé já não se achava naquilo que Deus diz (a revelação divina) nem naquilo que Deus faz (a redenção na história), mas primariamente naquilo que o homem experimenta. A experiência passa a ter mais importância do que a revelação.

Para os liberais, a revelação era algo "existencial", "dialógico", ou "de encontro", ao invés de doutrinário ou proposicional. Para Brunner, a doutrina da Revelação é a base da doutrina cristã. Para ele a doutrina da Igreja Cristã aponta para além de sí mesma, para uma realidade invisível, mas concreta. É esta doutrina que diz respeito "a Deus e seu Reino, Sua Natureza e Vontade, também sua relação com o homem e com o mundo" (BRUNNER, 2004, p.29). Como a Teologia é diferente de todos os outros tipos de ciência humana por tratar de Deus, não se pode usar a ciência humana para discernir esta realidade. Deus é um sujeito absoluto e o homem está distante desta realidade.

16.4.16

O que significa… “Arrependimento”?


A palavra arrependimento é de origem grega (μετάνοια , metanoia ) e significa conversão, mudança de direção e mudança de mente. O arrependimento segundo as Escrituras acontece no campo intelectual, na mudança de atitudes e de temperamento. Sendo assim, arrependimento quer dizer renovação de entendimento, mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente.
Segundo o teólogo Louis Berkhof, podemos distinguir 3 elementos no arrependimento. Para ele o primeiro elemento é o intelectual quando há uma mudança de conceito, um reconhecimento de que o pecado envolve culpa pessoal, contaminação e desamparo. Isso acontece quando nos damos conta de que o que fazemos de fato ofende a santidade de Deus. É quando chegamos à conclusão de que nossos pensamentos, ou atos, transgridem a Lei moral de Deus contida na Sua Palavra.